segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Entrevista com Barsi

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Pois é... os mais céticos que esfreguem bem os olhos, pois o Infomoney novamente acertou em cheio. Nesta segunda, o famoso site brasileiro deu destaque a um bate-papo entre os leitores do site Suno Research e o gigante investidor brasileiro Luiz Barsi. Gostem ou não dele, é fato que o homem diz coisas bem sensatas, além de que sua própria trajetória já fala por si só. Confiram neste link.

O ponto alto da entrevista, ao meu ver, foi a parte em que, questionado sobre "se vale mais a pena investir na renda fixa", Barsi respondeu peremptoriamente "não, não vale a pena". Concorde-se ou não com isso, é alentador para o investidor em ações ler algo que distancia-se do uníssono coro em prol da renda fixa.

Quanto ao trecho polêmico da entrevista, em que Barsi afirma que análise gráfica é uma fantasia, novamente tendo a concordar, apesar de saber que existem pessoas que ganham dinheiro com isso. Minha opinião é simples: o comportamento humano, em nenhuma instância, é passível de previsão. Quem quer que tente sistematizar um set up afim de compreender a ação humana inevitavelmente falhará, pois a ação humana provém principalmente de motivações individuais e da contingência, fatores que simplesmente escapam a qualquer tipo de padrão.

O Barsi não é o meu guru e tampouco me espelho nele como investidor. Mas certamente é alguém que merece ser escutado com atenção.

Bom, por hoje é só.

Abraços!

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Fechamento - Dezembro/2016: R$ 64.466,41 (+1.408,13 ou +2%)

E vamos ao último post de acompanhamento da carteira no ano de 2016. Ano muito bom, visto que as metas de patrimônio e aportes foram batidas.

Quanto ao blog, tenho postado com frequência bem menor nos últimos meses e, infelizmente, creio que isso não irá mudar. Como já havia dito anteriormente, o blog não é prioridade em minha vida e tampouco quero rentabilizá-lo, ter um grande número de leitores ou algo do tipo. Somando-se a isso os recentes acontecimentos com outros amigos blogueiros, é demasiado desalentador se esforçar em trazer conteúdo novo ou elaborar posts de qualidade.

Sendo assim, o blog segue com aquilo que tem me sido útil: os fechamentos mensais. Seguem os números:

1- Evolução patrimonial




O patrimônio neste dezembro, apesar de uma rentabilidade negativa, atingiu sua maior marca histórica, de R$ 64.466, fechando o ano acima da meta de R$ 62.450. É interessante observar que cada vez mais o crescimento mensal vai tomando consistência e os aportes vão surtindo efeito, já que se trata de uma carteira jovem sem perspectiva de grandes valorizações no curto prazo.

Em 2016 a carteira dobrou, o que me deixou bastante satisfeito, visto que já estamos indo para o quarto ano de investimentos, ou seja, havia levado dois anos para juntar o que juntei este ano.

Abaixo, a evolução patrimonial em forma de tabela, com seus respectivos crescimento e percentual de valorização mensal:

                Patrimônio       Crescimento     Porcentagem
ago/15     R$ 28.239,00 R$ -                         0%
set/15      R$ 25.717,00    -R$ 2.522,00         -10%
out/15     R$ 30.574,00   R$ 4.857,00 16%
nov/15    R$ 31.093,90    R$ 519,90              2%
dez/15     R$ 31.161,00     R$ 67,10                0%
jan/16     R$ 32.931,50    R$ 1.770,50 5%
fev/16     R$ 36.189,50    R$ 3.258,00          9%
mar/16   R$ 38.674,00    R$ 2.484,50          6%
abr/16    R$ 43.872,81    R$ 5.198,81           12%
mai/16   R$ 44.558,01    R$ 685,20              2%
jun/16    R$ 47.703,08    R$ 3.145,06  7%
jul/16     R$ 50.950,69   R$ 3.247,61           6%
ago/16    R$ 55.074,42    R$ 4.123,73  7%
set/16     R$ 54.551,57    -R$ 522,85            -1%
out/16    R$ 64.219,69     R$ 9.668,12    15%
nov/16   R$ 63.058,28   -R$ 1.161,41            -2%
dez/16    R$ 64.466,41 R$ 1.408,13    2%

2- Comparativo de rentabilidades


A rentabilidade mensal atingiu -0,83% no mês, ligeiramente melhor que o Ibovespa, porém ainda abaixo do CDI. Por enquanto, a situação não muda, a carteira não se solidificou e não apresenta um resultado satisfatório frente aos índices de referência. Nada alarmante, visto que o tempo de amostragem ainda é muito pequeno.

Abaixo, os valores compilados de rentabilidade históricos. Lembrando, crescimento do patrimônio e rentabilidade não são sinônimos.

Rentabilidade mensal: -0,83%
Rentabilidade anual: 15,95%
Rentabilidade histórica: 10,24%

3- Aportes mensais


Os aportes mensais fecharam com folga acima da meta, já batida desde novembro, devido a um aporte não esperado neste mês de dezembro. Algo a se comemorar, e diferente do que eu mesmo havia previsto, já que no último fechamento cogitei postergar o aporte de dezembro (onde já havia batido minha própria meta) afim de melhorar os números pro ano seguinte. Desnecessário, ainda bem.

Então, ficamos assim. Espero que este 2017 seja tão bom como 2016 para a carteira e para você, leitor.

Abraços!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Fechamento - Novembro/2016: R$ 63.058,28 (-R$ 1.161,41 ou -2%)

O mês de novembro se foi (já há mais de uma semana), e vamos à mais um fechamento deste blog.

Primeiramente, antes que perguntem por que não tenho feito mais posts semanais, adianto: não, não estou "desanimado" com o blog nem coisa do tipo, não estou pensando em deletá-lo como alguns outros fizeram. Não tenho postado por uma simples questão de tempo. Como é óbvio, o blog não é prioridade em minha vida e não tenho nenhum compromisso de postar semanalmente por aqui. Os fechamentos, ao meu ver, são os posts mais importantes, e por isso ao menos eles irei forçar-me a escrever todo mês.

Outra questão é que eu falei ainda muito pouco sobre minha estratégia de investimento, principalmente no que tange à análise de empresas. São vários temas que poderiam ser abordados, porém tudo isto toma tempo, ainda mais quando se tratam de posts mais elaborados como estes. Na aba 'Filosofia de investimento' alguma coisa já pode ser lida.

Neste mês o cenário econômico será solenemente ignorado neste blog, já que estou realmente muito pouco preocupado e interessado neste tipo de questão. Uma única sugestão aos leitores do blog, é que leiam a última previsão do economista Felipe Miranda da Empiricus, que está disponível aqui.

Desnecessário dizer o quanto acho risível o caráter escatológico dos artigos desta empresa, e desta vez poupo-me de fazer troça desta espécie de apocalipse reverso que está sendo anunciado para o próximo ano. Mas, cortando-se palavras como "urgente", "explosivo", "assine por um ano e ganhe acesso vitalício" e similares, acho que o artigo pode ter sim alguma utilidade. Cada um que leia e tire suas próprias conclusões.

E não, eu não consigo falar de Empiricus sem fazer chacota.

Agora, vamos aos números deste mês:

1- Evolução patrimonial



O patrimônio no mês de novembro recuou R$ 1.161 e estabilizou-se em R$ 63.058, um número ruim, porém ainda acima da projeção para este mês. De fato um aporte foi forçado afim de evitar que o patrimônio recuasse abaixo da barreira dos R$ 60 mil e meu automóvel agora encontra-se sem seguro.

Engraçado mencionar que, não existisse este blog, teria renovado o seguro normalmente e novembro seria um mês sem aportes (e acabaria continuando acima dos R$ 60 mil). Mantenho a decisão de não renová-lo e neste próximo ano veremos se a decisão se mostrará como sábia ou estúpida.

Abaixo, a progressão do patrimônio em forma de tabela:



2- Comparativo de rentabilidades


A rentabilidade caiu, acompanhando o Ibovespa, e novamente se distanciou ligeiramente do CDI. Os números mensais, anuais e históricos fecharam conforme abaixo:

Rentabilidade mensal: -4,40%
Rentabilidade anual: 17,54%
Rentabilidade histórica: 11,55%

3- Aportes mensais


Como já anunciado, um aporte foi forçado mesmo com a meta anual já ultrapassada. Os aportes atingiram R$ 22.488 neste ano de 2016, o que me deixa bastante satisfeito. Provavelmente dezembro não terá aportes afim de não ferrar com o início do ano de 2017, onde o IPVA chega sem pedir licença. 

Sim, novamente estou agindo de uma forma diferente da que agiria caso não existisse este blog. O fator psicológico é importante, e provavelmente passaria dois meses sem aportes caso aportasse neste mês de dezembro. Ratifico: talvez o fator psicológico não seja importante e eu esteja agindo como um perfeito imbecil.

Este mês decidi pela entrada no ativo IVVB11 após estudá-lo bastante e estudar opções alternativas. Para um patrimônio pequeno como o meu, não vale a pena abrir conta em corretoras internacionais devido às altas taxas de manutenção. Creio ser bastante válido o investimento internacional como uma forma de diversificação e consequente proteção do patrimônio, ainda mais se estamos falando de uma bolsa com a consistência e evolução histórica da bolsa americana.

Como sempre, farei a entrada neste ativo de forma vagarosa e gradual.

Tenho percebido um gradativo movimento conservador no caráter da carteira à medida que o patrimônio vai aumentando. Isso já era planejado, claro, mas tinha algumas dúvidas se conseguiria executá-lo e não havia uma maneira definida para tal. Tenho ficado bastante satisfeito com a forma que tenho tocado a carteira: significativo aumento na posição em bancos e financeiras, inclusão de uma nova empresa boa pagadora de dividendos, diminuição da exposição percentual em small caps de crescimento e agora a entrada em um ETF atrelado ao S&P com consequente exposição ao dólar. Isso me tranquiliza.

No próximo ano os ativos da carteira serão divulgados, ainda a se definir em qual mês. Provavelmente, quando divulgá-los já terei uma exposição considerável em IVVB11.

"Pera aí, você disse conservador com 100% do patrimônio em ações? Você só pode estar louco."

Longo prazo, meu amigo. A carteira de ações é para o longo prazo...

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Fechamento - Outubro/2016: R$ 64.219,69 (+R$ 9.668,12 ou +15%)

Vamos a mais um fechamento mensal da carteira, mas antes, algumas considerações:

Afim de facilitar o trabalho do blogueiro Viver de Construção na coleta de dados para seu novo ranking financeiro, o título do fechamento foi alterado de forma a mostrar a valorização de patrimônio (critério adotado para o ranking do VdC) e não a rentabilidade (critério antes utilizado pelo blogueiro Uó para seu ranking, aparentemente extinto).

Passei um mês inteiro sem escrever, fruto de dias bastante conturbados no trabalho (lugar onde normalmente escrevo meus textos). Por isso, o fechamento de hoje será mais completo e abordarei algumas outras questões.

Pois bem. Este outubro foi o melhor mês da história deste blog se considerarmos o crescimento patrimonial, que foi fruto de um aporte acima dos padrões usuais e uma ótima rentabilidade. Isso me deixa bastante satisfeito, principalmente pelo fato de que algumas metas foram quebradas, e serão abordadas no decorrer do texto.

O Ibovespa novamente apresentou uma forte subida, de 11,23 pontos, chegando ao desempenho anual de 41,55%. Impressionante, tendo em vista que não há razão aparente que justifique tamanha alta.

Especialmente este mês, estimulado pelo ótimo resultado, refleti bastante sobre os rumos que a carteira vai tomando e se está de acordo com o planejado. Percebi que nos últimos meses, e justamente por fazer parte da blogosfera financeira, tenho questionado diariamente minhas posições no mercado acionário e a eficácia de minhas decisões. Olhando por alto, conta-se nos dedos quantos blogueiros possuem um patrimônio 100% alocado em ações, apenas para dar um exemplo geral, e estou tendo que conviver com questões do tipo:

Por que eu não tenho um centavo em renda fixa? Por que eu não estudo e invisto em FII's? Por que eu não encho a carteira de blue chips? Como a porcaria do Ibovespa, entupido de tranqueiras, consegue bater a minha rentabilidade? Como uma empresa como a Gol quintuplica seu preço em menos de um ano com patrimônio líquido negativo e uma dívida assustadora? Por que não vendo tudo, compro PIBB11, pago uma taxa de administração mínima e paro de ler relatórios? Por que não vendo tudo e abro um negócio?

Algumas questões são de fácil resposta, outras nem tanto, mas todas perduram em minha cabeça e me fazem pensar. Para mim, isso tem sido positivo em certo ponto, pois tenho reforçado minhas crenças e não mudei absolutamente nada em minha estratégia. Posso dizer que vi uma desvalorização da ordem de 30% em meu patrimônio e mesmo assim me mantive firme.

Vejam só, a questão da renda fixa: é muito tentadora a possibilidade de obter uma rentabilidade real próxima de 5% ao ano praticamente livre de riscos; a renda fixa brasileira, e só a brasileira, nos permite isso. Mas como negar que ser sócio de um negócio que gera um ROE de 20% ao ano seja mais vantajoso? Isso sem falar na possibilidade de crescimento dos lucros. 

É possível sim, às vezes com menor ou maior grau de precisão, projetar os lucros futuros de um negócio e verificar sua viabilidade como investimento. Se você compra um prédio comercial, por exemplo, pode projetar quanto receberia em aluguéis pelos próximos anos e em quanto tempo receberia seu investimento de volta. Possibilidade de vacância? Sim, ela existe, mas para isso também existe a margem de segurança, que seria trabalhar com uma projeção futura considerando o imóvel com um percentual fixo de vacância. Então vejam: se você encontra um imóvel totalmente desvalorizado que, nas piores e mais conservadoras projeções pode te gerar um retorno de 20% ao ano, isso sem falar em reajustes de aluguéis e valorização do próprio imóvel, como negar que se trata de uma excelente oportunidade?

E com a mesma abordagem podemos lidar com as empresas. Obviamente, muitas delas excedem nossa capacidade de compreensão, mas neste caso, é só ignorá-las e comprar empresas mais simples.

Atualmente, meu patrimônio está dividido em aproximadamente 15% para empréstimos, 20% para blue chips, 15% para pagadoras de dividendos e o restante diversificado entre small caps de crescimento/crescimento moderado que tem me surpreendido muito com seus resultados frente esta crise. A carteira de ações possui um beta abaixo de 1, o que mostra um caráter um tanto conservador para um perfil aparentemente mais agressivo. Tenho adicionado uma nova empresa a cada aproximadamente R$ 10 mil investidos e tenho seguido minha estratégia à risca, mais até do que poderia imaginar. A última venda já data mais de um ano, e não pretendo realizar outra tão cedo.

Dito isto, vamos aos números do mês.

1- Evolução patrimonial



O patrimônio, como já anunciado, teve um crescimento de R$ 9.688, o maior desde o início do acompanhamento, e quebrou a meta de patrimônio anual, de R$ 62.450. Em números absolutos, a carteira dobrou de valor em menos de um ano, surpreendendo a mim mesmo. 

Seria difícil imaginar, quando comprei meu primeiro livro sobre finanças, que em tão pouco tempo, tão jovem e com um salário tão medíocre eu atingiria R$ 60 mil. Claro, essa quantia ainda é irrisória quando se pensa em independência financeira, mas levando em consideração que possuo uma capacidade de aporte de R$ 2 mil mensais —e que aliás, em 2015 era menor e em 2014 menor ainda—, estes R$ 60 mil já se tornam expressivos.

Abaixo, afim de facilitar mais uma vez a coleta de dados para o VdC, uma tabela com a evolução patrimonial mês a mês. Esta tabela será fixa nos fechamentos.


2- Comparativo de rentabilidades


A rentabilidade, mais uma vez, positiva, e permitiu que a carteira encostasse no CDI. Obviamente, o período de acompanhamento ainda é muito pequeno, mas já permite alguns questionamentos, do tipo: como essa porcaria do Ibovespa continua a superar as altas mensais da carteira? O beta? Talvez... O que é fato é que ele tirou 20 pontos de vantagem em apenas 14 meses. Veremos como este gráfico se portará no futuro.

Abaixo, os dados sobre as rentabilidades mensal, anual e histórica:

Rentabilidade mensal: 6,81%
Rentabilidade anual: 23,72%
Rentabilidade histórica: 17,22%

3- Aportes mensais


Aqui, mais uma surpresa positiva. O aporte mensal foi de R$ 5.571, fazendo de outubro o melhor mês do ano. Os aportes anuais totalizaram R$ 20.745, batendo a meta anual de R$ 20.400. Novembro, provavelmente, será um mês sem aportes em decorrência do vencimento do seguro de meu carro. Independente disso, já vem uma sensação de dever cumprido.

No mais, a perspectiva para os próximos meses é de aportes contínuos em ações. Já possuo uma nova empresa em mente para a carteira, que venho estudando há exatos dois meses. Provavelmente, ela entrará em janeiro ou fevereiro, e possui o perfil de pagadora de dividendos. A próxima grande meta a ser batida é a de R$ 100 mil reais, projetada para janeiro de 2018. Tenho pensado na possibilidade —que talvez terei— de sacar meu FGTS. Se isso se concretizar, provavelmente conseguirei antecipar novamente esta nova meta, o que seria fantástico.

Mas, sem me animar muito, mantenho os pés no chão. Vamos ver o que o futuro nos reserva.

Adiante!

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Fechamento - Setembro/2016: R$ 54.551,57 (-2,77%)

Mais um mês se passou, e seguimos firmes com o acompanhamento da carteira. É interessante perceber a clara evolução do patrimônio que, apesar das oscilações, tem conseguido acompanhar a meta projetada para o ano. Em valores absolutos, em doze meses a carteira praticamente dobrou, o que é muito gratificante.

Desta vez, tivemos uma rentabilidade negativa. Como se trata de renda variável, é óbvio que meses negativos virão. O foco é o longo prazo.

Sem mais delongas, vamos direto aos números:

Rentabilidade mensal: -2,77%
Rentabilidade anual: 17,73%
Rentabilidade histórica: 10,84%

1- Evolução patrimonial



A carteira recuou um pouco e atingiu R$ 54.551,57. Se no mês anterior pela primeira vez havíamos superado a meta projetada, neste mês já voltamos a nos postar ligeiramente abaixo. É importante dizer que esta meta de patrimônio, ao meu ver, é extremamente ousada, tendo em vista as minhas atuais condições de salário e gastos —a maioria deles fixos. Estar a perseguindo tem me deixado satisfeito.

2- Comparativo de rentabilidades


Se no último mês estávamos quase batendo o CDI, agora nos distanciamos novamente. Por enquanto, a expressiva queda que sofremos no primeiro mês de análise vem prejudicando a rentabilidade total da carteira. É aquela história: após uma queda de 25%, torna-se necessário uma alta de cerca de 35% para se voltar ao mesmo estágio de antes.

Importante dizer também que a carteira de ações está tomando mais a minha cara, se assim podemos dizer. Tenho estudado bastante a relação risco/retorno e acho que já estou bem próximo de um número ideal de empresas para a carteira, pelo menos numa projeção para os próximos dois ou três anos. Com o aumento do patrimônio, a tendência é aumentar a diversificação. 

No próximo ano, ainda não sei em qual mês, passarei a divulgar também neste fechamento a composição da carteira. Por enquanto, ainda não posso fazê-lo, afim de preservar o anonimato deste blog.

3- Aportes mensais


O valor do aporte foi de R$ 1031,61, um valor baixo, abaixo da meta, porém, como sempre, optei por pagar algumas contas à vista, o que acabou diminuindo minha capacidade de aporte. O próximo mês promete ser, talvez, o melhor do ano neste quesito.

É isso! E que venha outubro.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Reflexões [4]

I) Época de eleições. Acho incrível e fico aqui a pensar: de onde surgem tantos políticos? Ou por outra: onde estavam escondidos estes ilustres políticos que têm bombardeado nossas cabeças com seus jingles e carreatas? Difícil responder. Mas essa peculiar temporada me leva à outra reflexão.

Na cidade em que vivo, um vereador recebe um salário de R$ 12 mil, adicionados de mais R$ 12 mil de verba indenizatória (sei que você está se perguntando que porcaria é esta) e pouco mais de R$ 50 mil mensais para nomear sua equipe de assessores. Somando, temos um gasto mensal de R$ 74 mil, ou um gasto anual de R$ 888 mil (!!!) para cada vereador.

Bato estas linhas com um misto de espanto e motejo. Sabem qual é a maior ironia disso tudo? Não sei vocês, mas conheço alguns vereadores —e alguns candidatos com boa chance de se elegerem— e digo: nenhum, repito, nenhum deles possui a menor capacidade para exercer um cargo como este. Digo mais: não fossem políticos, teriam de aceitar salários próximos ao mínimo na iniciativa privada, já que não possuem qualificação para exercer profissão alguma.

Sim, a maioria deles entrou na política "apadrinhado". Muitos já vêm de uma boa condição financeira. Mas não deixa de ser um fato, se tivessem de trabalhar por conta própria, teriam de fazê-lo ganhando um salário medíocre. Digo a vocês, meus caros: o segundo vereador mais votado de minha cidade é um analfabeto; sim, analfabeto.

Faço o inverso e pergunto: algum bom candidato? Alguém que realmente possui o "know how" para exercer o cargo? Até agora, confesso, não encontrei.

Como sempre será um ano para votar, colocar um chinelo, abrir uma cerveja na varanda e, ao som de um irritante jingle, rir da própria miséria.

II) Após dois dias em choque profundo, minha repulsa finalmente deu lugar ao bom humor. Me refiro ao vídeo do famoso ator da Globo deixando uma serpente deslizar sobre sua perna. Colocando de lado suas preferências —que a mim são absolutamente incompreensíveis—, este é um caso que nos leva a pensar.

Será que o dinheiro entedia? Pergunto, pois foi exatamente o que me disseram ao mostrarem-me o referido vídeo. A pergunta pode até fazer sentido, já que chega a ser difícil encontrar respostas plausíveis para o que levou um ator rico, consagrado, que pode conseguir o que quiser, naufragar de forma tão notável. 

Mas não, nada disto tem a ver com dinheiro. O dinheiro simplesmente nos abre um leque de possibilidades. Sem ele, nos privamos a contragosto de muitos de nossos desejos; com ele, podemos não só usufruir, mas também imaginar novos desejos que antes eram absolutas impossibilidades.

O dinheiro, no fim das contas, é apenas um facilitador. Para ser usado precedem-se escolhas pessoais que acarretam os dissabores característicos da responsabilidade. Culpar o dinheiro é tentar eximir-se deles.

III) Me fascina a resolução dos comentários que leio a respeito do Ibovespa. No último "Reflexões", perguntei o que exatamente justificava um aumento de 40% no valor deste índice em apenas oito meses. Agora, já leio analistas divididos: para alguns, chegamos ao "topo"; para outros, continuaremos ascendendo vertiginosamente.

Será que não lhes passa na cabeça que este tipo de previsão é absolutamente inútil? Após tantos e tantos erros, deveria ser consenso que o mercado é imprevisível (e irracional). Qual o sentido de dispender-se tanto tempo em algo que foge tanto ao nosso domínio?

Sinceramente, não sei. Mas continuo me divertindo ao ler suas previsões —de preferência, as mais antigas.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Fechamento - Agosto/2016: R$ 55.074,42 (+4,79%)

Seguindo, de forma breve, o acompanhamento da carteira. Acabo de perceber que salvei o gráfico do comparativo de rentabilidades incorretamente. Explico: escrevo e salvo os gráficos em meu computador pessoal, em casa. Reviso os posts antes de publicá-los no trabalho. Sendo assim, para não prolongar-me ainda mais na divulgação dos resultados de agosto, postarei os dados que tenho e atualizarei o post com a rentabilidade mais tarde.

Agosto foi, para mim, um mês sem muitas surpresas. Vejo que estou claramente progredindo e essa sensação é motivadora. Mas ainda há um longo caminho a ser percorrido. A marca de R$ 50 mil foi batida e a meta é ultrapassar os R$ 60 mil até o final do ano. Será?

Sem mais delongas, vamos aos números:

Rentabilidade mensal: 4,79%
Rentabilidade anual: 21,56%
Rentabilidade histórica: 14,29%

E logo em seguida, aos já conhecidos gráficos:

1- Evolução patrimonial

2- Comparativo de rentabilidades



3- Aportes mensais

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