quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Fechamento - Janeiro/2017: R$ 74.074,34 (+9.607,93 ou +13%)

Sem muita enrolação, e postando com agilidade para facilitar o trabalho dos confrades que coletam dados para rankings, seguem os resultados da carteira neste mês de janeiro:

1- Evolução patrimonial


O patrimônio atingiu a marca dos R$ 74 mil, com uma expressiva valorização mensal, resultado de um bom aporte e uma bela rentabilidade da carteira. Por pouco não temos o melhor crescimento mensal histórico. Outra boa notícia é que estamos razoavelmente acima do patrimônio projetado, o que significa que o plano vem sendo cumprido.

Este início motiva para a grande meta do ano, que é atingir os R$ 100 mil. Confesso que estou obsessivo com esta meta e farei de tudo para cumpri-la. Sei que não é grande coisa ter R$ 100 mil investidos em ações, mas já é um bom primeiro passo.

Abaixo, a evolução patrimonial em forma de tabela:

                Patrimônio       Crescimento     Porcentagem
ago/15     R$ 28.239,00   R$ -                          0%
set/15      R$ 25.717,00    -R$ 2.522,00         -10%
out/15     R$ 30.574,00    R$ 4.857,00  16%
nov/15    R$ 31.093,90     R$ 519,90               2%
dez/15     R$ 31.161,00      R$ 67,10                 0%
jan/16     R$ 32.931,50     R$ 1.770,50  5%
fev/16     R$ 36.189,50     R$ 3.258,00           9%
mar/16   R$ 38.674,00    R$ 2.484,50           6%
abr/16    R$ 43.872,81     R$ 5.198,81            12%
mai/16   R$ 44.558,01     R$ 685,20               2%
jun/16    R$ 47.703,08     R$ 3.145,06   7%
jul/16     R$ 50.950,69    R$ 3.247,61            6%
ago/16    R$ 55.074,42     R$ 4.123,73   7%
set/16     R$ 54.551,57    -R$ 522,85              -1%
out/16    R$ 64.219,69     R$ 9.668,12     15%
nov/16   R$ 63.058,28   -R$ 1.161,41             -2%
dez/16    R$ 64.466,41   R$ 1.408,13      2%
jan/17    R$ 74.074,34 R$ 9.607,93          13%

2- Comparativo de rentabilidades


A carteira obteve uma boa rentabilidade, porém novamente comeu poeira para o Ibovespa. Nos últimos doze meses, vimos a Petrobras triplicar e a Vale quadruplicar seu preço no mercado. Está difícil acompanhar —ao menos por enquanto.

No acumulado, ainda figuramos ligeiramente abaixo do CDI, porém, o tempo analisado ainda é muito curto. Com o passar dos anos, este comparativo fica muito mais interessante —como pode ser observado em outros blogs. Espero que estejamos aqui para conferir.

Abaixo, o compilado:

Rentabilidade mensal: 6,85%
Rentabilidade anual: 6,85%
Rentabilidade histórica: 16,96%

3- Aportes mensais


Conforme mencionado, um bom aporte para os padrões da carteira. A meta mensal ainda se mantém a mesma.

Sem mais delongas, ficamos por aqui. A todos, um excelente ano!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Springs: analisando a "nova Ambev de seu setor"

A Springs Global Participações é uma empresa que atua na produção e varejo de produtos têxteis para o lar, sendo resultado da combinação entre a Coteminas, sediada no Brasil, e a Spring Industries, sediada nos Estados Unidos. Os seus produtos incluem lençóis para cama, fronhas, edredons, colchas, protetores de colchão, travesseiros, cobertores, toalhas, cortinas para chuveiro, tapetes de banheiro e acessórios para banho.

Pois bem. Eis que, lendo o Infomoney (sempre ele), deparo-me, por dois dias consecutivos, com as seguintes manchetes:



Os links para as reportagens completas estão aqui e aqui.

Esse é o tipo de texto que eu considero particularmente perigoso para o investidor em valor, adepto ao buy and hold, que almeja construir uma carteira de ações para o longo prazo. Digo isso porque logo nos títulos temos uma armadilha clássica, que desenvolve-se no decorrer dos textos, dando a entender que a alta recente no preço dos papéis possuem correlação com a situação da companhia, e pior, com seu futuro.

A Springs não é uma boa empresa e jamais será uma Ambev. Mas antes de justificar-me, deixem-me mostrar-lhes o tipo de coisa que eu não gosto de ler.

"(...) a empresa explicou que um motivo para a alta poderia ser o corte da Selic, mas segundo analistas esta disparada vai além apenas da queda dos juros. Em entrevista ao Infomoney, a diretora de Relações com Investidores da Springs, Alessandra Gadelha, falou um pouco sobre o momento atual da companhia e como o futuro pode ser ainda melhor.

Segundo ela a queda da taxa de juros contribui para a redução da despesa financeira da companhia e, consequentemente, para ampliação de seu resultado e de sua geração de caixa. No fim do terceiro trimestre, a dívida bruta atrelada ao CDI da Spring Global, somava aproximadamente R$ 600 milhões. "Assim, a redução de 1 ponto percentual da taxa de juros representa economia ou ganho de R$ 6 milhões por ano, equivalente a 25% do lucro realizado em 2015", explica.

(...) Hoje, a Springs Global perdeu tamanho, mas ainda é a maior das Américas, valendo cerca de R$ 200 milhões. "A única justificativa para isso é o total desconhecimento do mercado da sua existência, que se reflete na sua baixa liquidez", afirma Reis, completando que esta é uma ótima oportunidade para o investidor que busca ações para médio e longo prazo."

Perceberam? No primeiro trecho, uma mudança no cenário macroeconômico é apontada como força locomotora para o desempenho da companhia; no segundo, o tal gestor e blogueiro do Infomoney afirma que a empresa é uma ótima oportunidade para o médio e longo prazo. Pode ser? Sim, mas, indubitavelmente, o investidor comum não tem a menor condição de avaliá-la como promissora, já que o que o histórico da Springs a mostra como uma péssima empresa; ou por outra: comprar a Springs é apostar em um cavalo. Pode até dar certo, mas não é algo muito sensato.

Como tive o trabalho de analisá-la com um pouco mais de atenção, percebi que ela não passa nos filtros mais básicos para o investidor que almeje comprar boas empresas que mantenham ou aumentem seu desempenho ao longo do tempo. Sim, sei que existem aqueles que buscam por turnarounds, e que este poderia ser um caso de uma delas, porém, meu ponto é que a situação da Springs não é e nem foi boa em, pelo menos, nos últimos dez anos.

Sendo assim, vamos aos motivos pelos quais eu jamais compraria esta empresa e que impedem que ela se torne uma Ambev.

1. Falta de transparência nos relatórios 
Li um bocado de relatórios da Springs e achei curioso o fato de que, assim como muitas outras empresas, para ela os releases não passam de meros panfletos publicitários. Explico.

Primeiro vamos ao que eu entendo por um release: um release deve ser utilizado pela empresa como um meio de dialogar francamente com o acionista apontando de forma objetiva os fatos mais relevantes do período. Esse ponto é fundamental, porque os fatos mais relevantes não necessariamente se referem às notícias mais positivas. 

Pois bem. Logo de cara, na primeira página de seus releases, vemos, como padrão, um campo com os "destaques do desempenho da Springs", onde são colocadas as notícias mais positivas do período, onde deveriam ser colocados os fatos mais relevantes.

Outra: vejam a tabela que, também por via de regra, sempre nos é apresentada na primeira página:



Percebam que na tabela está constando apenas o lucro bruto da companhia. O que é o lucro bruto? Respondo: é o lucro que não importa. O que deveria estar na primeira página, impreterivelmente, é o lucro líquido do período, pois é este o lucro que realmente vale para o acionista. Neste caso (3T16), a empresa apresentou prejuízo, e isto é claramente escondido do acionista por todo o release, só aparecendo em uma tabela anexa no fim de todos os comentários.

Duvidam? Pois replico na totalidade o que está escrito no tópico "lucro".

"O lucro bruto totalizou R$ 162,3 milhões no 3T16, com margem bruta de 26,3%. O aumento da receita líquida foi superior ao do CPV, em termos absolutos, porém inferior, em termos relativos, proporcionando ampliação de 0,4% do lucro bruto, mas redução de 0,6 p.p. da margem bruta.

O resultado financeiro foi uma despesa de R$ 57,1 milhões no 3T16, versus despesa de R$ 28,1 milhões no 3T15, quando houve efeito positivo de R$ 21,6 milhões de variação cambial líquida, devido à desvalorização do Real no 3T15.


As despesas financeiras – juros e encargos – ampliaram em R$ 4,5 milhões, enquanto as despesas bancárias, impostos, descontos e outros reduziram em R$ 1,4 milhão. As receitas financeiras reduziram em R$ 1,5 milhão, apesar do maior montante de recursos aplicados no 3T16, pois houve aumento da sua parcela aplicada no exterior, com menores taxas de juros, quando comparadas às do Brasil.


O saldo das variações cambiais foi negativo em R$ 2,8 milhões no 3T16, refletindo a valorização do Real no trimestre na posição líquida de ativos em dólar, ante valor positivo de R$ 21,6 milhões no 3T15. Excluindo o resultado da variação cambial, houve uma melhora de R$ 10,0 milhões no resultado líquido da Companhia entre anos.


Assinamos, em julho de 2016, contrato de locação de 30 mil m2 do terreno de São Gonçalo do Amarante, equivalente a 3,6% da área total. O contrato de aluguel tem prazo de 20 anos, sendo renovável por mais 20 anos.


Vemos este contrato como o início da realização do valor potencial do ativo não operacional de São Gonçalo do Amarante. A chegada do primeiro varejista irá acelerar a negociação com outros interessados, além de tornar mais evidente seu valor de mercado."


Encerro: uma empresa que apresentou prejuízo no trimestre deve invariavelmente apresentar logo na primeira página uma justificativa ao acionista, que investe seu suado dinheiro acreditando na companhia. Sem mais.

2. Lucratividade
Como já anunciado, a empresa apresentou prejuízo no último trimestre divulgado, o que tem sido quase regra nos últimos anos. Vejam abaixo a tabela escondida no fim do release e a evolução da lucratividade da Springs ao longo dos últimos 11 anos:


* Acumulado nos últimos 12 meses partindo do 3T16, último resultado divulgado pela companhia.

É isso mesmo: a nova Ambev apresentou lucro em apenas dois dos últimos 11 anos.

Novamente insisto: pode até ser que ela venha a crescer de forma primorosa, mas, humildemente, me atenho aos resultados passados já que não posso prever o futuro. E o passado desta empresa é, para dizer o mínimo, terrível.

Pergunto: por que o investidor comum, com tanta empresa razoável/boa no mercado, vai inventar de comprar uma companhia com este passado? É muito mais simples comprar um negócio que já provou sua capacidade de gerar lucros: uma Ambev, por exemplo. A Springs não gerá valor ao acionista há anos, e isso é muito claro a qualquer um que analise-a apenas superficialmente. Será que não temos melhor alternativa?

3. Patrimônio
Não bastasse a ausência de lucros, a Springs perdeu cerca de 40% de seu patrimônio líquido nos últimos 11 anos. Segue o gráfico:

* Acumulado nos últimos 12 meses partindo do 3T16, último resultado divulgado pela companhia.

Aqui, novamente, temos uma armadilha. Pelo gráfico é óbvio: a Springs vem perdendo valor. Porém, temos um indicador que pode enganar-nos e nos induzir a achar que se trata de uma pechincha: o P/VPa, que neste caso, está em aproximadamente 0,4.

É um bom número? Sim. Este número indica que a ação está sendo negociada a 0,4 vezes o seu patrimônio líquido, ou seu valor contábil. Porém, como já disse neste blog, este indicador por si só não quer dizer nada. De que adianta um grande patrimônio que não gere valor? O adepto ao buy and hold não pretende vender suas ações no curto prazo, portanto, uma empresa que não apresente resultados deve ser descartada, já que esta tende inexoravelmente ao fracasso em um horizonte mais longo.

Seguimos ao próximo tópico.

4. Dívida
Segundo o sábio, uma empresa que não deve não pode falir. Faz sentido. Sendo ou não verdade, uma coisa é certa: dívidas são como chifres: lidamos com eles, mas é sempre melhor que não existam.

No caso da Springs, a dívida está em patamares preocupantes, já acima do patrimônio líquido. Isto quer dizer que nem todo seu patrimônio seria suficiente para pagar os seus credores em última instância. Isto também quer dizer que grande parte dos lucros (caso existentes) serão corroídos no pagamento de despesas com juros.

Ainda penso em fazer uma abordagem mais detalhada sobre o que penso em relação às dívidas, mas faço o seguinte resumo: prefiro empresas sem dívidas e em seguida empresas com dívidas baixas, mas sei que existem empresas que utilizam a dívida de forma a gerar maiores retornos e aumentam significativamente o seu desempenho no longo prazo. A Springs não é uma dessas empresas. Outra: alavancar com capital de terceiros é uma faca de dois gumes; em tempos de crise, empresas que não devem geralmente performam melhor.

E finalizando, o gráfico da evolução da dívida da Springs ao longo dos anos: 



* Acumulado nos últimos 12 meses partindo do 3T16, último resultado divulgado pela companhia.

Pois é: sei que o analista utilizou uma metáfora quando disse que a Springs será uma Ambev no longo prazo. Mas foi uma metáfora infeliz, já que a Ambev é boa não só pelo market share de aproximadamente 70%, mas pela solidez nos resultados, a dívida mais que controlada, o patrimônio sempre crescente e acima de tudo: a lucratividade que, desde que tenho notícia, nunca se apresentou negativa. 

De fato, a Springs jamais será uma Ambev.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Entrevista com Barsi

Resultado de imagem para luiz barsi

Pois é... os mais céticos que esfreguem bem os olhos, pois o Infomoney novamente acertou em cheio. Nesta segunda, o famoso site brasileiro deu destaque a um bate-papo entre os leitores do site Suno Research e o gigante investidor brasileiro Luiz Barsi. Gostem ou não dele, é fato que o homem diz coisas bem sensatas, além de que sua própria trajetória já fala por si só. Confiram neste link.

O ponto alto da entrevista, ao meu ver, foi a parte em que, questionado sobre "se vale mais a pena investir na renda fixa", Barsi respondeu peremptoriamente "não, não vale a pena". Concorde-se ou não com isso, é alentador para o investidor em ações ler algo que distancia-se do uníssono coro em prol da renda fixa.

Quanto ao trecho polêmico da entrevista, em que Barsi afirma que análise gráfica é uma fantasia, novamente tendo a concordar, apesar de saber que existem pessoas que ganham dinheiro com isso. Minha opinião é simples: o comportamento humano, em nenhuma instância, é passível de previsão. Quem quer que tente sistematizar um set up afim de compreender a ação humana inevitavelmente falhará, pois a ação humana provém principalmente de motivações individuais e da contingência, fatores que simplesmente escapam a qualquer tipo de padrão.

O Barsi não é o meu guru e tampouco me espelho nele como investidor. Mas certamente é alguém que merece ser escutado com atenção.

Bom, por hoje é só.

Abraços!

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Fechamento - Dezembro/2016: R$ 64.466,41 (+1.408,13 ou +2%)

E vamos ao último post de acompanhamento da carteira no ano de 2016. Ano muito bom, visto que as metas de patrimônio e aportes foram batidas.

Quanto ao blog, tenho postado com frequência bem menor nos últimos meses e, infelizmente, creio que isso não irá mudar. Como já havia dito anteriormente, o blog não é prioridade em minha vida e tampouco quero rentabilizá-lo, ter um grande número de leitores ou algo do tipo. Somando-se a isso os recentes acontecimentos com outros amigos blogueiros, é demasiado desalentador se esforçar em trazer conteúdo novo ou elaborar posts de qualidade.

Sendo assim, o blog segue com aquilo que tem me sido útil: os fechamentos mensais. Seguem os números:

1- Evolução patrimonial




O patrimônio neste dezembro, apesar de uma rentabilidade negativa, atingiu sua maior marca histórica, de R$ 64.466, fechando o ano acima da meta de R$ 62.450. É interessante observar que cada vez mais o crescimento mensal vai tomando consistência e os aportes vão surtindo efeito, já que se trata de uma carteira jovem sem perspectiva de grandes valorizações no curto prazo.

Em 2016 a carteira dobrou, o que me deixou bastante satisfeito, visto que já estamos indo para o quarto ano de investimentos, ou seja, havia levado dois anos para juntar o que juntei este ano.

Abaixo, a evolução patrimonial em forma de tabela, com seus respectivos crescimento e percentual de valorização mensal:

                Patrimônio       Crescimento     Porcentagem
ago/15     R$ 28.239,00 R$ -                         0%
set/15      R$ 25.717,00    -R$ 2.522,00         -10%
out/15     R$ 30.574,00   R$ 4.857,00 16%
nov/15    R$ 31.093,90    R$ 519,90              2%
dez/15     R$ 31.161,00     R$ 67,10                0%
jan/16     R$ 32.931,50    R$ 1.770,50 5%
fev/16     R$ 36.189,50    R$ 3.258,00          9%
mar/16   R$ 38.674,00    R$ 2.484,50          6%
abr/16    R$ 43.872,81    R$ 5.198,81           12%
mai/16   R$ 44.558,01    R$ 685,20              2%
jun/16    R$ 47.703,08    R$ 3.145,06  7%
jul/16     R$ 50.950,69   R$ 3.247,61           6%
ago/16    R$ 55.074,42    R$ 4.123,73  7%
set/16     R$ 54.551,57    -R$ 522,85            -1%
out/16    R$ 64.219,69     R$ 9.668,12    15%
nov/16   R$ 63.058,28   -R$ 1.161,41            -2%
dez/16    R$ 64.466,41 R$ 1.408,13    2%

2- Comparativo de rentabilidades


A rentabilidade mensal atingiu -0,83% no mês, ligeiramente melhor que o Ibovespa, porém ainda abaixo do CDI. Por enquanto, a situação não muda, a carteira não se solidificou e não apresenta um resultado satisfatório frente aos índices de referência. Nada alarmante, visto que o tempo de amostragem ainda é muito pequeno.

Abaixo, os valores compilados de rentabilidade históricos. Lembrando, crescimento do patrimônio e rentabilidade não são sinônimos.

Rentabilidade mensal: -0,83%
Rentabilidade anual: 15,95%
Rentabilidade histórica: 10,24%

3- Aportes mensais


Os aportes mensais fecharam com folga acima da meta, já batida desde novembro, devido a um aporte não esperado neste mês de dezembro. Algo a se comemorar, e diferente do que eu mesmo havia previsto, já que no último fechamento cogitei postergar o aporte de dezembro (onde já havia batido minha própria meta) afim de melhorar os números pro ano seguinte. Desnecessário, ainda bem.

Então, ficamos assim. Espero que este 2017 seja tão bom como 2016 para a carteira e para você, leitor.

Abraços!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Fechamento - Novembro/2016: R$ 63.058,28 (-R$ 1.161,41 ou -2%)

O mês de novembro se foi (já há mais de uma semana), e vamos à mais um fechamento deste blog.

Primeiramente, antes que perguntem por que não tenho feito mais posts semanais, adianto: não, não estou "desanimado" com o blog nem coisa do tipo, não estou pensando em deletá-lo como alguns outros fizeram. Não tenho postado por uma simples questão de tempo. Como é óbvio, o blog não é prioridade em minha vida e não tenho nenhum compromisso de postar semanalmente por aqui. Os fechamentos, ao meu ver, são os posts mais importantes, e por isso ao menos eles irei forçar-me a escrever todo mês.

Outra questão é que eu falei ainda muito pouco sobre minha estratégia de investimento, principalmente no que tange à análise de empresas. São vários temas que poderiam ser abordados, porém tudo isto toma tempo, ainda mais quando se tratam de posts mais elaborados como estes. Na aba 'Filosofia de investimento' alguma coisa já pode ser lida.

Neste mês o cenário econômico será solenemente ignorado neste blog, já que estou realmente muito pouco preocupado e interessado neste tipo de questão. Uma única sugestão aos leitores do blog, é que leiam a última previsão do economista Felipe Miranda da Empiricus, que está disponível aqui.

Desnecessário dizer o quanto acho risível o caráter escatológico dos artigos desta empresa, e desta vez poupo-me de fazer troça desta espécie de apocalipse reverso que está sendo anunciado para o próximo ano. Mas, cortando-se palavras como "urgente", "explosivo", "assine por um ano e ganhe acesso vitalício" e similares, acho que o artigo pode ter sim alguma utilidade. Cada um que leia e tire suas próprias conclusões.

E não, eu não consigo falar de Empiricus sem fazer chacota.

Agora, vamos aos números deste mês:

1- Evolução patrimonial



O patrimônio no mês de novembro recuou R$ 1.161 e estabilizou-se em R$ 63.058, um número ruim, porém ainda acima da projeção para este mês. De fato um aporte foi forçado afim de evitar que o patrimônio recuasse abaixo da barreira dos R$ 60 mil e meu automóvel agora encontra-se sem seguro.

Engraçado mencionar que, não existisse este blog, teria renovado o seguro normalmente e novembro seria um mês sem aportes (e acabaria continuando acima dos R$ 60 mil). Mantenho a decisão de não renová-lo e neste próximo ano veremos se a decisão se mostrará como sábia ou estúpida.

Abaixo, a progressão do patrimônio em forma de tabela:



2- Comparativo de rentabilidades


A rentabilidade caiu, acompanhando o Ibovespa, e novamente se distanciou ligeiramente do CDI. Os números mensais, anuais e históricos fecharam conforme abaixo:

Rentabilidade mensal: -4,40%
Rentabilidade anual: 17,54%
Rentabilidade histórica: 11,55%

3- Aportes mensais


Como já anunciado, um aporte foi forçado mesmo com a meta anual já ultrapassada. Os aportes atingiram R$ 22.488 neste ano de 2016, o que me deixa bastante satisfeito. Provavelmente dezembro não terá aportes afim de não ferrar com o início do ano de 2017, onde o IPVA chega sem pedir licença. 

Sim, novamente estou agindo de uma forma diferente da que agiria caso não existisse este blog. O fator psicológico é importante, e provavelmente passaria dois meses sem aportes caso aportasse neste mês de dezembro. Ratifico: talvez o fator psicológico não seja importante e eu esteja agindo como um perfeito imbecil.

Este mês decidi pela entrada no ativo IVVB11 após estudá-lo bastante e estudar opções alternativas. Para um patrimônio pequeno como o meu, não vale a pena abrir conta em corretoras internacionais devido às altas taxas de manutenção. Creio ser bastante válido o investimento internacional como uma forma de diversificação e consequente proteção do patrimônio, ainda mais se estamos falando de uma bolsa com a consistência e evolução histórica da bolsa americana.

Como sempre, farei a entrada neste ativo de forma vagarosa e gradual.

Tenho percebido um gradativo movimento conservador no caráter da carteira à medida que o patrimônio vai aumentando. Isso já era planejado, claro, mas tinha algumas dúvidas se conseguiria executá-lo e não havia uma maneira definida para tal. Tenho ficado bastante satisfeito com a forma que tenho tocado a carteira: significativo aumento na posição em bancos e financeiras, inclusão de uma nova empresa boa pagadora de dividendos, diminuição da exposição percentual em small caps de crescimento e agora a entrada em um ETF atrelado ao S&P com consequente exposição ao dólar. Isso me tranquiliza.

No próximo ano os ativos da carteira serão divulgados, ainda a se definir em qual mês. Provavelmente, quando divulgá-los já terei uma exposição considerável em IVVB11.

"Pera aí, você disse conservador com 100% do patrimônio em ações? Você só pode estar louco."

Longo prazo, meu amigo. A carteira de ações é para o longo prazo...

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Fechamento - Outubro/2016: R$ 64.219,69 (+R$ 9.668,12 ou +15%)

Vamos a mais um fechamento mensal da carteira, mas antes, algumas considerações:

Afim de facilitar o trabalho do blogueiro Viver de Construção na coleta de dados para seu novo ranking financeiro, o título do fechamento foi alterado de forma a mostrar a valorização de patrimônio (critério adotado para o ranking do VdC) e não a rentabilidade (critério antes utilizado pelo blogueiro Uó para seu ranking, aparentemente extinto).

Passei um mês inteiro sem escrever, fruto de dias bastante conturbados no trabalho (lugar onde normalmente escrevo meus textos). Por isso, o fechamento de hoje será mais completo e abordarei algumas outras questões.

Pois bem. Este outubro foi o melhor mês da história deste blog se considerarmos o crescimento patrimonial, que foi fruto de um aporte acima dos padrões usuais e uma ótima rentabilidade. Isso me deixa bastante satisfeito, principalmente pelo fato de que algumas metas foram quebradas, e serão abordadas no decorrer do texto.

O Ibovespa novamente apresentou uma forte subida, de 11,23 pontos, chegando ao desempenho anual de 41,55%. Impressionante, tendo em vista que não há razão aparente que justifique tamanha alta.

Especialmente este mês, estimulado pelo ótimo resultado, refleti bastante sobre os rumos que a carteira vai tomando e se está de acordo com o planejado. Percebi que nos últimos meses, e justamente por fazer parte da blogosfera financeira, tenho questionado diariamente minhas posições no mercado acionário e a eficácia de minhas decisões. Olhando por alto, conta-se nos dedos quantos blogueiros possuem um patrimônio 100% alocado em ações, apenas para dar um exemplo geral, e estou tendo que conviver com questões do tipo:

Por que eu não tenho um centavo em renda fixa? Por que eu não estudo e invisto em FII's? Por que eu não encho a carteira de blue chips? Como a porcaria do Ibovespa, entupido de tranqueiras, consegue bater a minha rentabilidade? Como uma empresa como a Gol quintuplica seu preço em menos de um ano com patrimônio líquido negativo e uma dívida assustadora? Por que não vendo tudo, compro PIBB11, pago uma taxa de administração mínima e paro de ler relatórios? Por que não vendo tudo e abro um negócio?

Algumas questões são de fácil resposta, outras nem tanto, mas todas perduram em minha cabeça e me fazem pensar. Para mim, isso tem sido positivo em certo ponto, pois tenho reforçado minhas crenças e não mudei absolutamente nada em minha estratégia. Posso dizer que vi uma desvalorização da ordem de 30% em meu patrimônio e mesmo assim me mantive firme.

Vejam só, a questão da renda fixa: é muito tentadora a possibilidade de obter uma rentabilidade real próxima de 5% ao ano praticamente livre de riscos; a renda fixa brasileira, e só a brasileira, nos permite isso. Mas como negar que ser sócio de um negócio que gera um ROE de 20% ao ano seja mais vantajoso? Isso sem falar na possibilidade de crescimento dos lucros. 

É possível sim, às vezes com menor ou maior grau de precisão, projetar os lucros futuros de um negócio e verificar sua viabilidade como investimento. Se você compra um prédio comercial, por exemplo, pode projetar quanto receberia em aluguéis pelos próximos anos e em quanto tempo receberia seu investimento de volta. Possibilidade de vacância? Sim, ela existe, mas para isso também existe a margem de segurança, que seria trabalhar com uma projeção futura considerando o imóvel com um percentual fixo de vacância. Então vejam: se você encontra um imóvel totalmente desvalorizado que, nas piores e mais conservadoras projeções pode te gerar um retorno de 20% ao ano, isso sem falar em reajustes de aluguéis e valorização do próprio imóvel, como negar que se trata de uma excelente oportunidade?

E com a mesma abordagem podemos lidar com as empresas. Obviamente, muitas delas excedem nossa capacidade de compreensão, mas neste caso, é só ignorá-las e comprar empresas mais simples.

Atualmente, meu patrimônio está dividido em aproximadamente 15% para empréstimos, 20% para blue chips, 15% para pagadoras de dividendos e o restante diversificado entre small caps de crescimento/crescimento moderado que tem me surpreendido muito com seus resultados frente esta crise. A carteira de ações possui um beta abaixo de 1, o que mostra um caráter um tanto conservador para um perfil aparentemente mais agressivo. Tenho adicionado uma nova empresa a cada aproximadamente R$ 10 mil investidos e tenho seguido minha estratégia à risca, mais até do que poderia imaginar. A última venda já data mais de um ano, e não pretendo realizar outra tão cedo.

Dito isto, vamos aos números do mês.

1- Evolução patrimonial



O patrimônio, como já anunciado, teve um crescimento de R$ 9.688, o maior desde o início do acompanhamento, e quebrou a meta de patrimônio anual, de R$ 62.450. Em números absolutos, a carteira dobrou de valor em menos de um ano, surpreendendo a mim mesmo. 

Seria difícil imaginar, quando comprei meu primeiro livro sobre finanças, que em tão pouco tempo, tão jovem e com um salário tão medíocre eu atingiria R$ 60 mil. Claro, essa quantia ainda é irrisória quando se pensa em independência financeira, mas levando em consideração que possuo uma capacidade de aporte de R$ 2 mil mensais —e que aliás, em 2015 era menor e em 2014 menor ainda—, estes R$ 60 mil já se tornam expressivos.

Abaixo, afim de facilitar mais uma vez a coleta de dados para o VdC, uma tabela com a evolução patrimonial mês a mês. Esta tabela será fixa nos fechamentos.


2- Comparativo de rentabilidades


A rentabilidade, mais uma vez, positiva, e permitiu que a carteira encostasse no CDI. Obviamente, o período de acompanhamento ainda é muito pequeno, mas já permite alguns questionamentos, do tipo: como essa porcaria do Ibovespa continua a superar as altas mensais da carteira? O beta? Talvez... O que é fato é que ele tirou 20 pontos de vantagem em apenas 14 meses. Veremos como este gráfico se portará no futuro.

Abaixo, os dados sobre as rentabilidades mensal, anual e histórica:

Rentabilidade mensal: 6,81%
Rentabilidade anual: 23,72%
Rentabilidade histórica: 17,22%

3- Aportes mensais


Aqui, mais uma surpresa positiva. O aporte mensal foi de R$ 5.571, fazendo de outubro o melhor mês do ano. Os aportes anuais totalizaram R$ 20.745, batendo a meta anual de R$ 20.400. Novembro, provavelmente, será um mês sem aportes em decorrência do vencimento do seguro de meu carro. Independente disso, já vem uma sensação de dever cumprido.

No mais, a perspectiva para os próximos meses é de aportes contínuos em ações. Já possuo uma nova empresa em mente para a carteira, que venho estudando há exatos dois meses. Provavelmente, ela entrará em janeiro ou fevereiro, e possui o perfil de pagadora de dividendos. A próxima grande meta a ser batida é a de R$ 100 mil reais, projetada para janeiro de 2018. Tenho pensado na possibilidade —que talvez terei— de sacar meu FGTS. Se isso se concretizar, provavelmente conseguirei antecipar novamente esta nova meta, o que seria fantástico.

Mas, sem me animar muito, mantenho os pés no chão. Vamos ver o que o futuro nos reserva.

Adiante!

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Fechamento - Setembro/2016: R$ 54.551,57 (-2,77%)

Mais um mês se passou, e seguimos firmes com o acompanhamento da carteira. É interessante perceber a clara evolução do patrimônio que, apesar das oscilações, tem conseguido acompanhar a meta projetada para o ano. Em valores absolutos, em doze meses a carteira praticamente dobrou, o que é muito gratificante.

Desta vez, tivemos uma rentabilidade negativa. Como se trata de renda variável, é óbvio que meses negativos virão. O foco é o longo prazo.

Sem mais delongas, vamos direto aos números:

Rentabilidade mensal: -2,77%
Rentabilidade anual: 17,73%
Rentabilidade histórica: 10,84%

1- Evolução patrimonial



A carteira recuou um pouco e atingiu R$ 54.551,57. Se no mês anterior pela primeira vez havíamos superado a meta projetada, neste mês já voltamos a nos postar ligeiramente abaixo. É importante dizer que esta meta de patrimônio, ao meu ver, é extremamente ousada, tendo em vista as minhas atuais condições de salário e gastos —a maioria deles fixos. Estar a perseguindo tem me deixado satisfeito.

2- Comparativo de rentabilidades


Se no último mês estávamos quase batendo o CDI, agora nos distanciamos novamente. Por enquanto, a expressiva queda que sofremos no primeiro mês de análise vem prejudicando a rentabilidade total da carteira. É aquela história: após uma queda de 25%, torna-se necessário uma alta de cerca de 35% para se voltar ao mesmo estágio de antes.

Importante dizer também que a carteira de ações está tomando mais a minha cara, se assim podemos dizer. Tenho estudado bastante a relação risco/retorno e acho que já estou bem próximo de um número ideal de empresas para a carteira, pelo menos numa projeção para os próximos dois ou três anos. Com o aumento do patrimônio, a tendência é aumentar a diversificação. 

No próximo ano, ainda não sei em qual mês, passarei a divulgar também neste fechamento a composição da carteira. Por enquanto, ainda não posso fazê-lo, afim de preservar o anonimato deste blog.

3- Aportes mensais


O valor do aporte foi de R$ 1031,61, um valor baixo, abaixo da meta, porém, como sempre, optei por pagar algumas contas à vista, o que acabou diminuindo minha capacidade de aporte. O próximo mês promete ser, talvez, o melhor do ano neste quesito.

É isso! E que venha outubro.
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